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02/07/2006 22:52
Primeira bandeira da Paraíba - Século XVIII
A PRIMEIRA BANDEIRA DA PARAÍBA
por Edival Toscano Varandas*
Cento e setenta e quatro anos após as origens da Povoação de Nossa Senhora das Neves, a Paraíba teve sua primeira bandeira. Após a morte de D. João V, e, conseqüentemente, o afastamento do grupo
de Frei Gaspar da Encarnação, D. José I, filho de Dona Maria Ana, foi aclamado Rei de Portugal, em 7 de setembro de 1750. Entre os novos governantes escolhidos por D. José I, encontrava-se Sebastião José de Carvalho e Melo, nascido na aldeia de Soure, perto de Pombal e Coimbra. Homem de elevada estatura, de temperamento forte, porém de fino trato, Sebastião José foi nomeado para o cargo de Secretário de Estado para os Negócios Estrangeiros e de Guerra. E foi como Ministro do Rei D. José I, que Sebastião José iniciou uma guerra implacável contra as missões jesuíticas em Portugal e suas colônias.
Por outro lado, político enérgico e tenaz, soube aproveitar as oportunidades para a consecução dos seus objetivos, norteados pelo modelo de um absolutismo que aplicou dentro de uma base ideológica galicana - diz-se da Igreja francesa, de seu ritual e suas leis.
Decorridos nove anos de sua atuação como Ministro, Sebastião José conseguiu que D. José I lhe outorgasse o título de Conde de Oeiras, em 15 de julho de 1759.
No que se refere ao Brasil, o Conde de Oeiras (que viria a ser Marquês de Pombal em 16 de setembro de 1769) pretendeu melhorar a
situação econômica, criando a Companhia de Comércio de Pernambuco e da Paraíba, e a Companhia de Comércio do Monopólio.
Todavia, a crise econômica na Paraíba, imposta por esta política de monopólio de exportação e importação, foi tamanha que a Paraíba perdeu o status de Capitania e viu-se incorporada à Capitania de Pernambuco, até 8 de maio de 1780, graças à política administrativa do Conde.
Com a criação da Companhia de Comércio de Pernambuco e da Paraíba, em 1759, a Paraíba ganhou sua primeira bandeira: a flâmula tinha fundo branco contendo a figura de um frade dentro de uma estrela amarela e um dístico com os seguintes dizeres: UT LUCEAT OMNIBUS (QUE A LUZ ILUMINE A TODOS). O frade era a representação de Frei Pedro Gonçalves Telmo, padroeiro da Marinha Mercante, cujo nome está ligado aos descobrimentos dos navegadores portugueses. Quando as tempestades acossavam as embarcações que demandavam a Índia ou o Brasil, temerosos, os marinheiros gritavam: São Telmo! São Telmo!. Chama-se, por isso, Fogo de São Telmo a lanterna de luz azulada que é acesa no topo do mastro-mor dos navios, quando está prestes a desencadear-se uma tormenta.
FONTE: Texto baseado em: ODILON, Marcus. O livro proibido de Padre Malagrida. João Pessoa: Unigraf, 1996;
ASSOCIAÇÃO Nacional de Cruzeiros. Lisboa. Portugal. Disponível em:
http:// ancnebnavais.html www.ancruzeiros.pt. Acessado em: 14 de maio 2005 ; MARQUÊS DE POMBAL.
Disponível em: http://cronologia. ribatejo.com Acessado em: 22 maio 2005.
Desenho: Edival Toscano Varandas.
* Doutor pela UPE. Pesquisador em História da Paraíba
enviada por Guy
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